Me perguntaram qual é meu tipo de mulher esta semana, eu pensei um pouco e não pude responder logo de cara e resolvi fazer esse texto, que é mais um desabafo de um coração solitário:
Na questão da diversão, eu gostaria que minha parceira fosse do tipo caseira, mas curtisse de vez em quando sair para um lugar diferente até pra não ficar aquele clima de mesmice que deixa qualquer relacionamento enfadonho e cansativo. Que possuísse simplicidade e que curtisse coisas “cafonas” como o nascer do sol, olhar as estrelas, caminhar descalça, tomar sorvete e passear por aí de mão dadas, que admirasse a beleza da natureza e principalmente a respeitasse.
Na questão da briga, eu gostaria que minha parceira tivesse maturidade suficiente para ouvir e dialogar, que não se abalasse por coisas inúteis e de fácil resolução, tivesse paciência e fosse firme nos seus argumentos, me perdoasse quando eu pedisse desculpa, afinal sou humano e erro também, mas o diferencial é que quando acontece fico com peso na consciência e as vezes não durmo em paz. Em fim uma pessoa que não fugisse dos problemas e procurasse solucioná-los de forma lógica e pacífica ao relacionamento.
Na questão da estética, eu gostaria de beleza não serei hipócrita, mas só o fato de ser cuidadosa consigo já é bela pra mim e também adoro mulheres perfumadas, pra mim não importa a idade, embora que eu sempre tenha gostado das mulheres mais velhas, por serem experientes e donas de si, eu gosto porque não há rodeios com elas e não precisa explicar muito as coisas, por elas compreenderem logo de cara, e eu admiro a força que de algumas delas emanam é maravilhoso, a beleza que vejo é mais mental do que visual, por isso me cego de visão pra enxergar apenas as qualidades morais e ideológicas da pessoa.
Na questão da convivência, que ela aceite os meus gostos assim como aceitarei os dela, numa relação séria deve haver concessões em ambos os lados, sem espaços para controle da vida do outro, pois a nada leva manipulação a não ser mais dor futuramente, quero pelo menos um dia na semana pra me dedicar a minha parceira, o dia exclusivo para fazê-la especial e cobri-la de carinho e paparicos, desde que não atrapalhe os afazeres um do outro, afinal um não deve retardar o outro profissionalmente, um relacionamento sério requer paciência e racionalidade. E por fim a nível de convivência gostaria de que a parceira gostasse de receber abraços e beijos toda vez em que eu a visse, incluindo o período da TPM, não custa nada me deixar carinhoso né?
Na questão da cozinha, a partir do momento que eu entrar pra cozinhar só vou aceitar palpite quando eu pedir, nessa parte eu sou chato mesmo, gosto de cozinhar da minha maneira, agora se quiser só uma ajuda minha, me prontifico pra qualquer serviço é só me orientar que tudo será as mil maravilhas, sim sei cozinhar não sou um mestre cuca, mas me viro muito bem na cozinha, a lavagem de prato pra mim não ia ser problema desde que fosse dia sim e dia não, uma organização de tarefas ia ser muito interessante, pois aí evitaria briguinhas desnecessárias que começam do tipo: “você não faz nada dentro de casa!!!!”, portanto é de extrema importância um divisão de trabalhos justa.
Na questão da amizade, a parceira teria que entender algumas de minhas amizades, pois meus círculos sociais abrangem desde da pessoa mais requintada ao maconheiro bandido, por eu não fazer distinções com elas eu conquisto uma amizade pacífica, embora tenha muitas amizades assim sempre me achei à parte delas, ela terá que entender que gosto de dar atenção a quem precisa desabafar, não é minha obrigação eu sei, mas quando estou triste sempre quero que alguém me escute e não acho justo ignorar um pedido de ajuda independente do que a pessoa seja. Por certo que ela deverá entender que eu sou uma pessoa que retribui carinho a quem é carinhoso comigo, principalmente minhas amizades mais fiéis. Lógico que entenderei as amizades dela também, não há espaços pra ser unilateral numa relação. Entenderia também ela sair com os amigos dela sozinha, desde que o respeito fosse prioridade afinal não quero ser um grude, embora eu seja eu preservaria o espaço dela sem nenhum pesar.
Na questão dos vícios, eu aceito os dela desde que ela aceite os meus também, por exemplo gosto de jogos de computador e desenhos japoneses, embora eu tenha enjoado um pouco de ambos, esses são meus vícios principais então não vejo mal algum em fazer uma concessão, então não ligo se a pessoa fuma ou bebe, desde que não me prejudique está tudo em ordem. Buscar sempre uma equilíbrio entre as coisas é muito importante.
Na questão da vida anterior, pra mim não importa o que a parceira vivenciou de ruim, somente as coisas boas do passado é o que quero saber, sei que muitas vezes tomamos decisões erradas, então não é justo condenar por coisas assim, isso é algo irrelevante pra mim, pois aprecio a sinceridade é o que deixa o relacionamento mais forte e duradouro, eu gosto de me doar pra parceira e depositar um voto de confiança total, sim quando gosto da pessoa não fico com dúvidas, isso é tão certo como eu andar.
Na questão da vida futura, sem muitas exigências impossíveis apenas que: a parceira seja cabeça feita e procure realizar-se profissionalmente e que me apoie também a firmar minha carreira, eu pretendo ter filhos, mas eu também posso aceitar não ter, adoção também é uma ideia válida. E se a futura parceira já tiver filhos, não vejo empecilho algum, o que importa é não prejudicar os laços familiares já criados.
Na questão do tratamento, eu não tenho muito critério quanto a isso contanto que me faça carinho está tudo bem, pode chamar palavrão se tiver vontade minha parceira não precisa ter pudor algum, eu não gosto impor nada pra ninguém quanto mais pra minha amada, eu prezo por fazer certas coisas em particular, como aquele beijo com bastante tensão sexual entre outras coisinhas, não precisa mostrar pra cinco mil pessoas isso não é? Penso que fica até meio promíscuo esse ato, mas aquele beijinho inocente vale, aquele cheirinho gostoso quando estão abraçados, em fim carinho em geral pra mim nunca é demais.
Na questão familiar, essa deve ser a prioridade de ambos, não ultrapassar a responsabilidade que cada um tem com seus familiares, um bom relacionamento fica ainda mais forte aceitando os defeitos e qualidades da família parceira. Procurar conversar quando houver problema com algum familiar é a mais pedida.
Na questão das posses, pra mim isso não existe o que é dos dois é dos dois, nada de individualismo ou egoísmo, pois não se obtém nada com pensamentos retrógrados como: “se não der certo, com quem vai ficar isso?” não gostaria de dúvidas quanto ao meu caráter, jamais deixaria minha parceira prejudicada, quero adotar sempre o pensamento positivo. O trabalho em conjunto é essencial, principalmente nas tomadas de decisões, participação dos dois é regra primordial sempre procurando paliativos quando houver discordância.
É isso tenho minhas preocupações aqui levantadas de uma forma um pouco mais centrada, mas não se atenha ao que escrevi aqui pois sou bastante flexível eu não sou uma barreira intransponível eu sou uma pessoa que se adapta fácil, pode até ser lentamente, mas no final consigo assimilar o ambiente. Não ache que serei maduro sempre tenho minhas criancices como qualquer homem, mas na maior parte do tempo procuro não me deixar levar por coisas sem nexo. Sou bastante aberto a diálogo, por mais que eu tenha cara de mal sou incapaz de qualquer ato violento, sou simples o problema é que eu me complico comigo mesmo até insensato.
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