14 março 2010

Será que conto?

Eu ás vezes penso se existo mesmo, meu medo é de estar vivenciando um sonho em alguns momentos acredito nisso, em poucas vezes gostaria de morrer sonhando é nessas horas em que sou feliz e não reclamo e agradeço a Deus. Certa vez no canto do quarto cantei, mas a minha única certeza neste dia é de que ninguém me ouvia mais e mais dias solitários observando meus pés debaixo da cama, a parede é a única coisa que me aquecia era como se eu recebesse um abraço do meu quarto, foi aí que percebi o som do vento lá fora cada vez mais quente e fraco, olhei pro céu e desejei que chovesse um pouco.

Eu adoro a chuva pois sinto que Deus me abraça e os pingos de chuva escondem minhas lágrimas não que eu tenha vergonha de chorar, mas simplesmente não quero preocupar ninguém com minha sensação de vazio no peito, não me restam boas coisas pra admirar a não ser a natureza que me cerca. Não desisti da vida, apenas não quero me esforçar em vão, onde estão as cores do arco-iris?

Mataria pra sentir aquele gosto na boca de liberdade, me conforto no sorriso de outra pessoa, pois quase que posso sentir a felicidade de quem esta perto de mim, embora eu esteja me ouvindo de certo modo não me escuto, por vezes luto contra minhas ideias e palavras tentando achar um ponto positivo em todas as situações, me imagino como rei e logo sou queimado vivo no trono, não sou pessimista, apenas sou real a ponto de discordar comigo mesmo, não é por méritos que quero existir e sim por ser eu mesmo, nego minha existência pois não sou capaz de comprova-la pra ninguém nem mesmo com minhas ações, pois tenho dúvidas de que eu sou único, pois há sempre palavras que já foram ditas como ouso afirmar que sou eu que criei essa realidade ou sonho? Estou pra lá de acostumado a ser usurpado de minhas criações que nada possuo a titulo de autoridade probatória.

Confusas retaliações do mundo faço, mas esqueci de que é mais fácil usar de boas palavras pra mudar o que é impossível, gerar revoltas nada traz de mudanças, chutando a areia no canto da pista me tortura a possibilidade de acabar como ela deixada de lado e arrastada pra longe, é de poucas coisas que me perturbam que reflito como que no lugar delas, eu estivesse vivendo, com pés descalços sinto o arder do chão que era frio e agora esquenta-se com o homem que mexeu com ele retirando o que lhe era de tão precioso, nisto observo que existem perdas irreparáveis aos corações e que existem “cegos” que não veem o que de novo luta pra se sobrepujar as perdas, essa inovação  saída da dificuldade revela o que acredito ser necessário a existência.

Quero poder enxergar o novo pra acreditar que posso existir, aprender a me construir com reais ideias e palavras, e em fim ter certeza do que sou “do que ter aquela opinião formada sobre tudo”.

"let me be myself"

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