Estou numa jangada no meio do mar, não sei o que fazer nessa solidão, eu tenho um remo, mas não sei pra onde ir, então acho que não preciso dele, mas vou deixá-lo ali, as estrelas iluminam a superfície da água, olho para o fundo e vejo e escuridão mais intensa que se existe, um ar de mistério e terror me assombra em cada segundo que parece passar como anos, sentado olhando para o horizonte vejo ondas chegando e logo indo embora, a correnteza me levando pra algum lugar.
Eu grito forte, mas sem resposta de lugar algum, eu preciso sair daqui ou vou enlouquecer, vão passam os dias nessa escuridão, que lugar é esse em que o sol não brilha? Eu nem me lembro da cor do sol... um frio me abraça de um jeito tão triste, agora que reparei em meus punhos, estão acorrentados numa pedra, nem sei o porque disso, por alguma razão eu olhei pra bem distante no infinito, e vi outra jangada que parecia parada, resolvi chegar mais perto pra matar minha curiosidade, remei como um louco e a pedra serviu como um cinto de segurança porque várias vezes caí na água até chegar onde queria.
Perto na outra jangada eu vi uma mulher também acorrentada a uma pedra, ela estava num estado em que não se mexia e nem falava nada, estava viva e olhando para mim, eu lhe fazia perguntas novamente sem respostas, nossas duas jangadas estavam unidas pelas nossas correntes eu segurava a corrente dela sempre, embora ela não falasse comigo eu não queria ficar sozinho nesse mar imenso, passaram os dias sem sol, tudo cinza de dia e a noite o brilho da lua cobrindo a água, eu abraçava ela quando sentia medo ou desespero, e imaginava ela dizendo coisas pra me acalmar, ela sorria quando isso acontecia, mas logo voltava o rosto triste.
Num certo tempo eu decidi que iria abandonar minha jangada e seguir com ela, mas a pedra me impedia de fazer isso se eu a puxasse a minha jangada viraria e eu iria para o fundo das trevas, dia pós dia pensei em como me livrar da jangada, comecei a soltar algumas amarras e as vigas, peguei duas delas e fiz uma ponte entre as jangadas, a minha ideia era rolar a pedra por essa ponte para o barco dela, tudo bem até então.
Por algum motivo a ponte quebrou, a pedra caiu no mar e fui puxado para o fundo, me segurei no barco dela o máximo que pude, mas meus braços não aguentavam e caí, foi horrível olhar pra cima e ver tudo escurecendo e aquela jangada desaparecendo, apenas bolhas nas trevas, eu ouvi um barulho forte a pedra parou de me puxar eu estava no fundo completamente cego, logo ouvi outro barulho bem perto de mim como se algo tivesse caído na minha frente, resolvi tatear e tinha uma pessoa ali comigo, era aquela mulher eu reconheci ao tocar no seu rosto, os braços dela me envolveram com muita força, uma luz embaixo de nossas pedras surgiu em forma de rachadura, esmurrei com muita força aquela fagulha ela me abraçando mais forte a cada golpe.
Acordei em minha cama como se eu tivesse caído do céu, olhei pra todos os lados e procurei por ela e não estava e lugar nenhum,foi apenas um sonho... Solidão é triste mais triste é não ter a quem abraçar com amor, amem sempre ao máximo, pois vocês podem acordar sozinhos como eu.
Um comentário:
Cara... Muitas vezes se semtimos sozinhos, mais nunk estamos cara.. sempre tem alguém que esta se preoculpando com nós.. só basta nos abrimos um pouco o olho e se abrir um pouco mais pra novas pessoas... o amor é um semtimento dificil de se comquista.. mais é um semtimento que sempre temos que procurar.. atravez da alegria e do carinho.. é isso cara.. apesar de tudo.. nunca se simta só.. sempre a alguém que esta olhando vc..
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