25 setembro 2008

Uma passagem noturna pós-guerra


Um peso imensurável atrasa o meu andar,
O silêncio é quebrado por pequenos ruídos,
A brisa percorre o meu trajado roto,
Minha alma é conduzida ao descanso certo.

A tristeza é imutável como a morte,
O futuro me assombra em devaneios,
Esperança nos meus pensamentos,
Retomam a alegria tirada impune.

O anil do céu presencia a minha existência,
Pontos luminosos remotam o passado feliz,
As lembranças estão escritas na matéria,
Destinadas a um só local para repousar.

Aqui jazem todas as preocupações fúteis,
Nasce um novo mundo utópico e contente,
Onde lutar não é sentido ou ser vivo,
É amar incondicionalmente tudo que existe.

Obrigado pela atenção.

De:
Emanoel Rair A. Lima

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